Setembro foi marcado pela retomada do aperto monetário nos Estados Unidos, em que o Banco Central Americano – FED voltou a elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, refletindo a preocupação com a persistência da inflação e a renovada pressão sobre as commodities energéticas. O petróleo voltou a superar o patamar de US$ 100 por barril, impulsionado por restrições de oferta e tensões no Oriente Médio. Diante desse quadro, os rendimentos dos títulos do Tesouro Americano atingiram patamares elevados e o Dólar se fortaleceu de forma generalizada frente a outras divisas. As bolsas internacionais operaram em ambiente mais desafiador, divididas entre o otimismo contínuo com investimentos em inteligência artificial e a pressão vinda de juros globais mais altos por mais tempo.
No Brasil, a inflação apresentou piora, pressionada principalmente pelos preços de combustíveis e alimentos. Ainda assim, respaldado pela desaceleração gradual da atividade econômica, o Copom deu sequência ao ciclo de cortes em setembro de 2026, reduzindo a taxa Selic em 0,25 p.p., para 13,75% ao ano. As taxas de juros futuras mantiveram tendência de alta ao longo do mês, refletindo a cautela do mercado. No entanto, o grande direcionador do mercado doméstico foi a dinâmica política com a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais. A assimetria de preços e a expectativa do mercado em relação ao resultado eleitoral geraram intensa volatilidade nos ativos locais. A bolsa brasileira (Ibovespa) e o câmbio oscilaram fortemente em função dos ajustes de posições dos investidores diante dos cenários políticos. No mercado de crédito privado, a alocação em títulos corporativos e debêntures seguiu oferecendo contribuição positiva e estável para a rentabilidade das carteiras.
Resultados dos planos de previdência
As carteiras de investimentos dos planos administrados pela Fundação Libertas na modalidade de Benefício Definido (BD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,76% em setembro. Já os planos na modalidade de Contribuição Definida (CD) apresentaram rentabilidade consolidada de 1,11%.
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