Julho foi marcado pela retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com o enfraquecimento do acordo firmado em junho entre Estados Unidos e Irã, além de novos episódios de ataques a embarcações e forças militares. O Estreito de Ormuz permaneceu sob restrições, aumentando as preocupações com a oferta global de petróleo. Com isso, os preços da commodity subiram mais de 20% no mês, reacendendo os temores com a inflação global e trazendo novos desafios para a condução da política monetária nas principais economias.
Nos Estados Unidos, a economia continuou resiliente, com o PIB – Produto Interno Bruto do segundo trimestre crescendo 1,5% em termos anualizados, sustentado principalmente pelo consumo das famílias e pelo avanço dos investimentos privados. Apesar de alguma melhora nos indicadores de inflação, o Banco Central dos Estados Unidos- FED manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, em uma decisão dividida, com três membros do Comitê (Federal Open Market Committee do Federal Reserve) defendendo uma alta de 0,25 ponto percentual. A perspectiva de manutenção dos juros em patamar elevado contribuiu para a abertura da curva de juros americana e para o aumento dos prêmios de risco. As bolsas, por sua vez, foram pressionadas pela correção das ações de tecnologia, especialmente nos segmentos relacionados à inteligência artificial.
No Brasil, o cenário inflacionário apresentou melhora no curto prazo, com o IPCA de julho avançando 0,07% e acumulando alta de 4,44% em 12 meses. A Selic permaneceu em 14,25% ao ano, enquanto o mercado projetava a taxa em 13,75% ao final de 2026. Esse cenário refletiu a combinação entre a melhora recente da inflação e os riscos associados ao choque externo de energia, à expansão fiscal e à redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. As taxas reais permaneceram elevadas, com a NTN-B 2035 encerrando o mês negociada a IPCA + 8,12%.
Ainda assim, a bolsa brasileira apresentou recuperação após dois meses de correção, favorecida pelo fluxo positivo de investidores estrangeiros, pela valorização das commodities e pelo movimento de rotação de recursos em direção aos mercados emergentes. O Ibovespa avançou 3,47% no mês, enquanto o Real se valorizou frente ao Dólar, que encerrou julho próximo de R$ 5,07. No mercado de crédito privado, prevaleceu um ambiente de estabilidade, com forte demanda por ativos de maior qualidade e leve fechamento das taxas, enquanto papéis de empresas mais cíclicas ou alavancadas apresentaram comportamento mais heterogêneo.
Resultados dos planos de previdência
As carteiras de investimentos dos planos administrados pela Fundação Libertas na modalidade de Benefício Definido (BD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,67% em julho. Já os planos na modalidade de Contribuição Definida (CD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,87%.
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