Resultado dos investimentos: setembro de 2025

Criado em em: 28 de outubro de 2025 / Atualizado em: 28 de outubro de 2025 Visualizações: 438

Setembro marcou o início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve, que reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual após nove meses de estabilidade. A decisão veio em meio ao enfraquecimento do mercado de trabalho e revisões positivas no PIB americano, que avançou 3,8% no segundo trimestre, impulsionado por consumo e investimentos em tecnologia. A inflação segue acima da meta, com núcleo da inflação medida pelo PCE – Índice de Preços para Despesas de Consumo Pessoal – próximo de 3%, o que mantém dúvidas sobre a velocidade dos cortes futuros. O impasse fiscal nos Estados Unidos e o risco de paralisação do governo aumentaram a volatilidade, mas o apetite por risco global se manteve, favorecendo bolsas e commodities. O ouro subiu 12% e o dólar se enfraqueceu frente a moedas emergentes. Na Europa, o Banco Central Europeu manteve postura estável, e na China, a desaceleração industrial e imobiliária persistiu, com estímulos moderados. O ambiente global permanece construtivo, sustentado por liquidez crescente e expectativa de cortes adicionais nas principais economias.

No Brasil, os dados do segundo trimestre de 2025 confirmaram desaceleração gradual da atividade, com crescimento de 0,4% frente ao trimestre anterior, além de enfraquecimento do varejo, crédito e indústria. O mercado de trabalho mostrou sinais de moderação, enquanto a inflação manteve trajetória benigna, embora os núcleos sigam acima da meta. O Copom manteve a Selic em 15%, reforçando postura conservadora e sinalizando juros elevados por período prolongado. A valorização do real e o avanço de 3,4% do Ibovespa refletiram o otimismo externo e fluxos positivos para emergentes. No mercado de crédito, os spreads continuaram a se fechar, com forte demanda por debêntures incentivadas. No campo político, o julgamento do ex-presidente Bolsonaro e discussões sobre a isenção do Imposto de Renda adicionaram ruído, embora o diálogo entre Trump e Lula tenha sinalizado possível alívio nas tarifas comerciais. Mesmo com incertezas, gestores seguem otimistas com os ativos locais, destacando os preços atrativos em NTN-Bs e ações ligadas à infraestrutura e consumo doméstico.

Resultados dos planos de previdência

As carteiras de investimentos dos planos administrados pela Fundação Libertas na modalidade de Benefício Definido (BD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,76% em setembro. Já os planos na modalidade de Contribuição Definida (CD) apresentaram rentabilidade consolidada de 1,06%.

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