Resultado dos investimentos: maio de 2026

Criado em em: 30 de junho de 2026 / Atualizado em: 30 de junho de 2026 Visualizações: 140

Maio foi marcado pelo impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. O Estreito de Ormuz – passagem por onde circula grande parte do petróleo mundial – seguiu com fluxo reduzido, mantendo os preços de combustíveis elevados. Ao final do mês, sinais de que um acordo para reabertura da rota estava sendo finalizado, trouxeram algum alívio, mas sem sua confirmação. Nos Estados Unidos, a economia seguiu resiliente, com emprego firme e consumo ativo, mas sem sinalização de recuo da inflação. O Banco Central Americano (FED), que passou pela posse de um novo presidente em maio, adotou tom mais cauteloso, e o mercado passou a precificar uma possível alta de juros ainda neste ano. A bolsa americana, por outro lado, continuou em alta, impulsionada por uma temporada de balanços corporativos acima do esperado e pelo desempenho das empresas de inteligência artificial. O S&P 500 (principal índice do mercado acionário americano, composto por aproximadamente 500 das maiores empresas de capital aberto dos Estados Unidos) avançou 5,1% no mês.

No Brasil, a inflação seguiu pressionada pelos preços de alimentos, combustíveis e serviços, este último em nível histórico, reflexo de um mercado de trabalho ainda aquecido. A economia mostrou resiliência, com o PIB – Produto Interno Bruto vindo acima do esperado no início do ano. Diante desse quadro, o Banco Central reduziu o ritmo do processo de flexibilização monetária, reforçando um tom mais cauteloso e sinalizando maior rigor para novos cortes da Selic. O mercado passou a trabalhar com um ciclo de queda de juros mais curto do que o projetado no início do ano. A bolsa brasileira teve um mês desafiador: o Ibovespa caiu 7,2%, pressionado pela saída de cerca de R$ 15 bilhões de investidores estrangeiros, reflexo de uma rotação global de recursos para ativos de tecnologia nos Estados Unidos e na Ásia. O Real desvalorizou 1,6% frente ao Dólar. No mercado de crédito privado, houve uma valorização dos títulos de dívida emitidos por empresas, o que contribuiu positivamente para o desempenho das carteiras que possuem investimentos em debêntures.

Resultados dos planos de previdência

As carteiras de investimentos dos planos administrados pela Fundação Libertas na modalidade de Benefício Definido (BD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,98% em maio. Já os planos na modalidade de Contribuição Definida (CD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,74%.

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