Resultado dos investimentos: agosto de 2025

Criado em em: 29 de setembro de 2025 / Atualizado em: 29 de setembro de 2025 Visualizações: 365

Agosto foi marcado por uma comunicação mais branda do Federal Reserve em Jackson Hole (Simpósio de Política Econômica anual), reforçando a expectativa de cortes de juros a partir de setembro. Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho mostrou perda de dinamismo, com criação de vagas abaixo do esperado e alta do desemprego, embora consumo e renda sigam resilientes. As tarifas impostas pelo governo Trump continuam pressionando a inflação, mas o FED sinalizou prioridade em mitigar riscos de recessão. O dólar se enfraqueceu e ativos de risco se valorizaram, impulsionados pelo deslocamento da curva de juros.

Na Europa, a inflação veio em linha e o Banco Central Europeu – BCE manteve política estável, enquanto a crise política na França adiciona incerteza fiscal. A China mostrou desaceleração na indústria e no setor imobiliário, com estímulos ainda limitados em relação ao tamanho da economia. O ambiente global segue de volatilidade moderada, mas com apetite por risco sustentado pela expectativa de cortes nos EUA e estímulos fiscais em grandes economias.

No Brasil, os indicadores confirmaram desaceleração gradual da atividade, com indústria, varejo e crédito em ritmo mais fraco. O mercado de trabalho, contudo, segue resiliente, sustentando renda e consumo. A inflação cheia desacelerou, mas o núcleo de serviços permanece pressionado, exigindo atenção. As expectativas de IPCA para 2025 e 2026 foram revisadas para baixo, reforçando o cenário de convergência da meta. O Banco Central manteve postura cautelosa, indicando que a Selic deve permanecer elevada até o início de 2026, quando projeta espaço para cortes. No campo externo, as tarifas americanas de 50% sobre exportações brasileiras aumentaram a volatilidade cambial e acirraram tensões políticas. Internamente, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, segue como foco de incerteza e pode impactar a agenda econômica e eleitoral. Apesar disso, a melhora nas expectativas inflacionárias e a atratividade dos valuations sustentaram ganhos nos mercados, com o Ibovespa avançando 6,3% em agosto, acompanhado de valorização do real frente ao dólar.

Resultados dos planos de previdência

As carteiras de investimentos dos planos administrados pela Fundação Libertas na modalidade de Benefício Definido (BD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,58% em agosto. Já os planos na modalidade de Contribuição Definida (CD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,98%.

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